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Pandemia e telepatia - Hi-key face with closed eyes dreaming with sun in background

O que pandemia e telepatia têm em conjunto? Aparentemente nada, mas estou suspeitando que durante a pandemia no ano passado mais pessoas começaram a desenvolver uma conexão telepática. Isto devido ao isolamento que não permitia contato físico, te forçando assim a desenvolver outras habilidades de comunicação.

Foi isto o que aconteceu comigo há quase dois anos atrás. No início a sensação veio ocasionalmente, como uma curiosidade. Com o tempo foi se intensificando. E como é reciproco, as duas pessoas vão explorando, conhecendo, e aceitando. Um dia você chega a ter essa pulsação, esse fogo no peito, que varia conforme a hora, mas está presente todos os dias. E as vezes você tem literalmente a sensação de que ela escuta o que você pensa, de que ela sente o que você sente.

Mas com isto, você também corre o risco de se confundir e de se machucar. Isto quando as pessoas estão distantes, sem encontro no mundo físico. Tem duas coisas que podem te machucar:(1) confundir o nível de telepatia com o nível de comunicação audiovisual; (2) decidir se afastar da conexão, desencanar.

(1) A conexão vai se construindo aos poucos, e com certeza você tem algum contato com a outra pessoa, como por exemplo pelas mídias sociais. Aí você acaba meio participando da vida da outra pessoa, pela mídia que ela publica. Ao mesmo tempo há uma troca de sensações na telepatia. As vezes a comunicação no nível audiovisual e telepático bate, mas as vezes não. Só que você nem sempre sabe dizer quando sim e quando não. Com isto você acaba achando que tudo que se manifesta no telepático automaticamente se reflete no audiovisual. Você acaba achando que você está vivendo com a outra pessoa. Mas isto é uma ilusão. Então vai chegar a hora que sua mente vai ver coisas no audiovisual que vão te machucar, porque não batem com o que você sente no telepático. Aí você aprende a entender que, embora a conexão, cada uma tem que tocar a vida dela no físico conforme for válido e necessário. Você aprende a ser grato pela própria conexão e de aceita-la e respeita-la como uma amizade vivendo em um nível alem do físico.

(2) Vai chegar o dia quando você vai pensar: ‚Peraí, nem sei se, quando, e como um dia talvez vou conhecer esta pessoa!‘ Especialmente depois de você entender que cada uma toca sua própria vida. Aí você vai pensar, ‚nossa, porque investir tanta energia nesta pessoa, com toda essa incerteza‘, e você vai achar que é melhor desencanar da conexão e de investir todas as energias no seu ambiente e nas pessoas que estão com você no físico. Aí você toma a decisão de se afastar, de desencanar da conexão. Você pensa, ‚tabom, somos tipo seguidores, cada um independente, seguimos amigos, mas vou investir energias somente em pessoas com as quais tenho ou posso ter contato de verdade.‘ Algumas horas depois de você seriamente ter tomado esta decisão, você vai começar a se sentir muito mal. Depois de um dia você vai se sentir arrasado, indo de uma crise de choro para a outra. O mundo parou de fazer sentido. No segundo dia, só piora. E você não entende porquê. Achou que estava investindo as energias da melhor forma. No terceiro dia, o céu da sua vida está completamente coberto e nublado. Em desespero, você literalmente se vê implorando entender qual a direção. Poucas horas depois, de repente você se lembra que decidiu se afastar da conexão. Você vai pensar: ‚Perai, mas será que foi errado? Talvez devo honrar esta conexão como um presente que me foi dado. Talvez não é algo que termina depois de alguns meses, talvez é uma amizade em outro nível para a vida inteira, talvez para sempre.‘ Aí você fala, tudo bem vou abraçar e aceitar esta amizade pelo que ela é! — E dentro de minutos você sente que o céu abre e começa a ficar ensolarado, e de repente tudo muda, e você começa a se animar novamente. Aí você entende que fez a decisão certa, e embora seguindo sua vida, você aceita ter essa amizade especial que quer te dar energia.

Cada dia aprendo algo novo. Hoje não sei se, quando, e como um dia vou ter contato físico com a pessoa no outro lado, mas continuo em gratidão por poder experienciar algo excepcional.

Um dia talvez a humanidade entenderá que a imensidão preta e invisível do universo, na verdade não está vazia mas cheio de vida, um mundo que somente com as almas vemos.

Faço filmes para um futuro melhor. Leia aqui e ajude a torná-los realidade.